Minha primeira vez no Carnaval

Esse ano foi a minha primeira vez no Carnaval de Salvador, pela primeira vez eu vi aquele rio de gente passar, pela primeira vez eu vi ao vivo toda a estrutura – grana – que esses dias de festa demandam ao governo, aos blocos e camarotes e as pessoas que tentam tirar algum proveito disso tudo: desde os vendedores de cerveja, churrasquinho aos catadores de latinhas e pet. Nada disso me impressionou.
O que me impressionou de fato, foi o comportamento das pessoas. Eu não tô falando de toda a violência, sensualidade e erotismo que rolam normalmente todos os anos. Nos estávamos na entrada do Circuito Barra- Ondina e dava pra ver nos olhos de cada “folião” a disposição de entrar naquilo que em bom baianês a gente chama de “bagaceira”. Eles estavam ansiosos por satisfazerem os seus impulsos mais bizarros. Sedentos, famintos, atraídos pelas suas prórpias concupiscências. Natural você pode dizer. Mas aquilo que é normativo nos nossos dias, cria corpo quando generalizado! Um corpo, uma cidade inclinando-se diante da suas próprias debilidades.
Estavamos lá como Igreja, um outro corpo, um corpo estranho, no meio daquele organismo. As pessoas passavam com aquela cara de: O que essa galera tá fazendo aqui? Alguns olhares de reprovação diziam “Nada a ver isso aí”. Outros chegavam curiosos, espantados com tamanha ousadia, até recebiam uma oração e seguiam…
Fomos chamados para abençoar e fizemos isso como o Sal fora da saleira. A presença da Igreja no meio desse corpo é como uma Vacina – isso! –  Na verdade toda aquela concupiscência que vimos claramente nos rostos das pessoas também está na nossa velha natureza, no entanto ela já está crucificada com Cristo.  É com essa substancia inativa em nós que podemos mostrar a nossa cidade que não é preciso ceder, adoecer, morrer! Salvador pertence ao SALVADOR, Cri por isso teclei!

~ por williamcosmo em 9 março, 2011.

4 Respostas to “Minha primeira vez no Carnaval”

  1. é no carnaval que as máscaras caem e o ser humano dá vazão às suas mais bizarras fantasias.

    Apesar de questionar a abordagem, creio que sua experiência tenha sido válida!

    Abraço.

  2. é tempo de ser sal fora do saleiro .. perfeito isso !!! ak no rio a igreja tb saiu as ruas , com um bloco, uma bateria de 400 integrantes, enredo , samba no pé e Jesus na atitude. fomos evangelizando, orando pelo povo.. tb foi minha primeira vez, foi inesquecível…

  3. Cara,

    sei exatamente do que você está falando pois vivi em Salvador por 20 anos e Deus me tirou de lá para que eu pudesse conhecer a Sua Graça. A “bagaceira” da qual você fala é real e destrói as pessoas não só no período da bagaceira mas também persegue durante todo o ano escravizando os desejos das pessoas. Que bom saber que vocês estiveram lá profetzando.

    Abraços,

  4. Voltei pra dizer que gostei muito do nome de vocês. Minha esposa se diz ser “mulher do Altar” porque gosta de estar no templo, todo o tempo. Profetas de AllStar saem às ruas pra pisar na cabeça da serpente no terreno do inimigo que na verdade é terra prometida para os filhos.

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